quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

SUTILMENTE




Mais de ano mudei para essa casa,
Na esperança de um dia te ver.
Estou na esquina... armei a barraca.
"Nem que à força"... preciso correr.
Falei que você não me escapa,
Sou sutil, eu segui você.
"Te perdoei daquela mancada.
Ei! Eu te amo... corre não! Pera aí!"


Como é linda aquela menina.
Revoando os cabelos teus.
A brisa mansa refresca a corrida.
Estou no encalço, só quero o que é meu.
O seu rosto de emoção transborda
De início há uma negação.
"Não se afobe, isso é só uma corda.
Vem amor, dê-me sua mão!"


Finalmente... após tantos anos,
No meu abraço você pôde caber.
Não sei porque você está tremendo tanto.
"Eu sou o mesmo, olhe para mim meu bebê."
Sequei os olhos da minha boneca.
Os meu carinhos serão só do meu bem.
"Não puxa muito que a corda te aperta."
Sutilmente... amo você!


(by editor)

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