sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"DEITADO"


Antes do momento ele andava. 
Antes ele conseguia.
Cercado de amigos risonhos,
Ele ia e vinha
No embalo e badalo de copos e sinos.
Então sorisos.
Em vão, os mijos.
Não em vão, mas pra saciar a vontade
Redimido dos mijos ele vai
E segue com a cerveja visando o cais,
O porto seguro a quem mira conquistar.
Uma boca limpa na noite há de encontrar?
"Mais um copo "garção"!
Se fala assim depois do "capetão" ,
Pois quebrado no chão o anterior.
O que são essas, são donzelas?
Não... então sebo nas canelas.
Encosta em um canto ou num banco
Para recuperado buscar, buscar o que? E agora josé?
Como diria Drumond "está sem mulher... está sem discurso";
Mas as forças não acabaram, ela o olha de lado,
E se der mole o "atraco".
Mas que giria mais xula, (desculpe me faltou forma vulgar de literatura);
Essa foi só pra rimar;
A história então vou terminar;
Mas antes de concluir;
Mais uma rimada para exibir...
No retorno de olhar ele a almeja.
O "gogó" era enorme.
Assim como na maquiagem o exagero.
Em pensamento :"Não há mal em ser o prêmio
De uma donzela sem alguns cuidados
Estéticos." ou genéticos??
A donzela "sem querer" lhe lançou um olhar
E foi para a porta máscula dentre os banheiros.
Com um sinal ele se levanta, vai caminhando.
No mesmo destino se encontram,
Frente a latrina se atracam,
Até que juntos sentem
Dois volumes em contato
Mas não há mais forças
Só o desespero
De ser encoxado por bagos
De um "donzela maneiro"
E assim termina a noite de nosso herói embriagado
Vencido pela batalha, cansado.
E pelo talento da donzela "macabro",
Acabou com o rabo depilado, desenhado... 
 
DEITADO.


 
(by editor)

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